sábado, 10 de outubro de 2020

O cicloturismo como uma alternativa na pandemia

 Quem me conhece bem sabe que amo viajar (quem não??? rsrs) e a pandemia do novo corona vírus afetou não apenas os nossos deslocamentos, mas algo que me impactou muito, particularmente: a capacidade de sonhar.

Por que digo isso?

Como o próprio nome desse blog diz, viajar de vez em quando é uma realidade para mim. Sou trabalhadora de carteira assinada (ainda que me aventure no empreendedorismo), bato cartão e como todo bom trabalhador, só faço uma viagem grande (10 dias) por ano e outras pequenas quando os feriados são prolongados e assim o permitem.

Mas a falta de tempo ou de dinheiro não nos impede de sonhar. A gente planeja, parcela um voo aqui, um hotel lá e vamos levando. Por mais dificuldades que encontrássemos, havia aquela certeza: no feriado do dia tal, vou para tal lugar.

Com o corona vírus isso entrou em suspenso. Não havia mais essa certeza. Não havia mais o quando. Não havia mais o plano.

Bem no comecinho de junho (antes de eu ser contaminada...sim, eu fui contaminada ainda que saísse da minha casa só par trabalhar, mas isso é história para um outro post) cheguei a fazer uma live com um grande amigo do Chile que trabalha com turismo, sobre as perspectivas de retomada. Mal sabíamos que a situação continuaria se estendendo por meses ainda e, diga-se de passagem,  San Pedro de Atacama não retomou as atividades turísticas até agora, nem mesmo flexibilizações.

Em meados de julho, passando aleatoriamente pelas postagens do Instagram vi um post do Daniel Rosalin Turismo de Jaú - minha cidade natal - sobre uma tal uma viagem para cicloturismo, que aconteceria em agosto e que se apresentava como uma alternativa diferenciada.

Confesso que não pensei duas vezes e mandei uma mensagem, dizendo que queria saber mais sobre. Afinal, o que seria o cicloturismo?

Daniel - com o qual eu já havia viajado alguns anos atrás para Porto Seguro - prontamente me encaminhou as informações solicitadas e eu achei a proposta simplesmente sensacional.

O destino: Campos do Jordão - uma cidade aqui de SP conhecida por ser a Suíça brasileira. 

A proposta: cada família viajaria com seu carro - sim, seguiríamos em comboio até Campos - como um grande grupo de amigos que se reúnem para passar um final de semana juntos.

O roteiro: realizar um passeio de bike na trilha da casa redonda. Ar livre, cada pessoa na sua bike, distanciamento. Simplesmente perfeito: turistar para pedalar!

Os únicos pontos que me causaram alguma insegurança foram: seria seguro fazer check-in, tomar café da manhã no hotel? Seria seguro me alimentar em algum restaurante? Eu aguentaria fazer o passeio tendo contraído Covid há 60 dias e estando com a capacidade respiratória tão comprometida ainda?

As dúvidas relacionadas a viagem rapidamente foram respondidas pelo Daniel, que me tranquilizou, informando que o hotel estava operando com a capacidade reduzida para não haver aglomerações; as filas de check-in e check-out organizadas com distanciamento e itens de higienização e o café da manhã estaria com o buffet self-service suspenso, tendo cada família que solicitar o que gostaria que compusesse seu café no ato do check-in, recebendo desta forma seu café devidamente embalado e protegido no dia seguinte.

Quanto a minha capacidade física para realizar o passeio, o Daniel também me tranquilizou, informando que 2 guias nos acompanhariam e que eu poderia fazer o passeio no meu ritmo.

Com todas as informações em mãos e sentindo que havia bastante segurança nos protocolos informados, fiz minha reserva!

Alguns dias antes da viagem repeti o teste de corona vírus para constatar que estava tudo ok. E então chegou o dia tão esperado: 15/08/2020! Nem acreditava que poderia finalmente passear!

Duas caminhonetes levaram as mais de 20 bikes das famílias que viajavam em seus respectivos carros.

Chegando em Campos do Jordão, controle rigoroso na entrada da cidade com aferição de temperatura, cadastro dos nomes dos turistas pela Secretaria de Saúde, orientações sobre como se proteger.

No hotel, tudo como o Daniel havia nos descrito: filas organizadas, sem qualquer aglomeração. Fomos muito bem recebidos pela equipe do hotel Dan Inn Premium e nos sentimos bastante protegidos.

Como já estava próximo das 11 da manhã, nos dirigimos de bike para o centro da cidade, rumo ao restaurante que o Daniel havia reservado: o Pátio Paris. Ocupamos o deck ao ar livre, apenas pessoas da mesma família podendo dividir a mesma mesa e com distanciamento das mesas entre si. Opções de cardápio apenas a la carte para garantir a segurança.

Logo após o almoço nos encontramos com os guias que nos conduziriam pela trilha em uma praça em frente ao restaurante. Orientações dadas, partimos para nosso passeio contando com um carro de apoio - nosso querido Homem aranha de motorista - que nos supriria com água fresca para nossas garrafinhas, além de frutas para repor as energias e alguma assistência técnica, se necessário.

A paisagem era de tirar o fôlego! Pedalando pelos mares de morros, podemos contemplar Campos do Jordão por uma perspectiva diferente do turista convencional, com uma sensação de liberdade quase que surreal depois de tantos meses trancados em nossas casas. Todos estavam muito felizes, era possível ver pelas expressões, pelas risadas.

E você deve estar se perguntando como foi a trilha para mim, pós infecção por corona vírus. Bom, confesso que foi muito, muito, muito desafiadora. Cheguei a pensar em desistir várias vezes. O ar parecia custar a entrar pelo meu corpo e o fato de estar sem fazer qualquer atividade física desde março - quando voltei de Ushuaia e a pandemia explodiu - cobrou seu preço: as pernas queimavam e o cansaço era de uma força inacreditável. Chorei algumas vezes, porque não queria desistir do pedal. Empurrei a bicicleta grandes trechos porque não conseguia pedalar - faltava ar e pernas. Mas a superação reside não apenas na nossa capacidade física mas no mental, que veio em grande parte da força do grupo, sempre me incentivando a não desistir. Havia sempre algum ciclista que ficava para trás dando um apoio moral, dizendo que eu ia conseguir.

E assim concluí os 20 quilômetros propostos com muita determinação e, principalmente, muita ajuda dos colegas de viagem.

Retornando ao hotel, confesso que não tive pique para ir a algum restaurante jantar. Alguns colegas foram e relataram que os protocolos de segurança estavam sendo cumpridos. Preferi pedir um prato por aplicativo e comer no conforto do meu quarto, visto que todos os meu músculos doíam absurdamente rsrsrsrs.

No dia seguinte, devidamente restaurada após uma boa noite de sono, seguimos em comboio por alguns pontos turísticos da cidade, como o Pico do Itapeva por exemplo.

E assim finalizamos nossa primeira viagem em tempos de pandemia, onde tivemos que nos reinventar também enquanto turistas para mantermos todos do grupo em segurança.

Obrigada equipe Daniel Rosalin pela acolhida! Estamos esperando o próximo convite para ciclo turismo!

sábado, 30 de maio de 2020

Tem que ser selado, registrado, carimbado...no Correio do Fim do Mundo!

Caminhando sobre os cascalhos da enseada Zaratiegui em Isla Redonda avistei a emblemática estrutura retangular de metal sobre uma plataforma de madeira, contrastando com as águas calmas e o céu cinzento daquela tarde de março.

Sim, eu havia chegado a um dos destinos mais desejados por mim: o Correio do Fim do Mundo.
Pode parecer besteira para você, caro leitor, mas para quem tem 17 dos seus 35 anos de vida dedicados ao serviço postal em terras brasileiras, conhecer Correios por aí é quase uma fascinação. Outros empregados dos Correios me entenderão, com certeza.

Caminhei rumo a entrada da pequenina e rústica agência postal já bastante emocionada. Dentre os destinos que paquerava na América do Sul, Ushuaia sempre teve um lugar especial no meu coração em grande parte por causa do Correio do Fim do Mundo. E lá estava eu, a poucos metros de entrar na unidade com o último serviço postal regular do mundo (mais pro Sul só tem a Antártida!!!).

Ao transpor a porta, a sensação era a de ter mergulhado em outra dimensão. 

As paredes todas cobertas por fotos, postais, souvenir e adesivos de viajantes do mundo todo que por ali passaram, conferiam ao pequeno ambiente um colorido especial, enquanto alguns aquecedores lutavam para manter o ambiente em uma temperatura agradável enquanto o vento lá fora era cortante mesmo no verão. Que lugar acolhedor! 




Lancei o olhar para o fundo do ambiente, procurando ansiosa pelo carteiro do fim do mundo e lá estava ele, atrás de um minusculo balcão: Carlos Delorenzo e a batida ritmada da carimbação que nós, empregados dos Correios, conhecemos tão bem: plunct plact, plunct plact.

Aí veio mesmo a confirmação de que havia passado para outra dimensão: com seu bigode e suas roupas características, emoldurado por fotos de Che Guevara e Eva Perón, Delorenzo simplesmente parecia saído de um filme de época, casando perfeitamente o personagem e o cenário. E se esse espaço-tempo tivesse uma trilha sonora, com certeza seria o "carimbador maluco" de Raul Seixas.

Diga-se de passagem, é preciso mergulhar a fundo na história de Carlos, que está a frente dessa unidade postal há mais de 20 anos. Anarquista assumido, ele que já foi maestro em Buenos Aires decidiu abandonar a vida na capital argentina para encampar a criação do correio do fim do mundo, que outrora ficava localizado no meio do canal Beagle e era utilizado por navegantes e aventureiros para enviar correspondências. Com o avanço da tecnologia, a prestação do serviço perdeu força. A unidade postal migrou então para Isla Grande, o que favoreceu o acesso e acabou convertendo o correio em um dos pontos turísticos mais visitados em Ushuaia.

Na pequena fila, eu aguardava ansiosa a minha vez de carimbar o passaporte com a famosa estampa, cujo valor simbólico é de 3 dólares. 

Ao chegar ao balcão, coração acelerado. Sim, eu estava diante do carteiro do fim do mundo. Arriscando meu melhor espanhol, contei a ele que também trabalhava nos Correios no Brasil enquanto ele ajeitava a página do passaporte para carimbar. Ele ergueu os olhos, me fitou silencioso e continuo o trabalho, colando com carinho uma estampa adesiva que carrega sua imagem e o carimbo que preenche o restante da página. Ao finalizar, virou-se e me presenteou com um mimo e um sorriso, carinho típico de companheiros de profissão que se reconhecem.

Agradeci e cedi lugar para os demais turistas que aguardavam sua vez de obter o carimbo. 

Confesso que saí emocionada e chorei (sou meio manteiga mesmo, me julguem rs). Ficou curioso para conhecer a estampa do passaporte? Clique aqui, tem post especial sobre os carimbos encontrados em Ushuaia.

Caminhei ainda por um tempo na enseada curtindo a paisagem antes de seguir para a próxima parada: a lendária placa do final da Rota 3. Vejo você na próxima parada: a baía Lapataia.



















sexta-feira, 15 de maio de 2020

Meu encontro com Deus no Lago Fagnano

A fina névoa que tingia o céu de Ushuaia naquele 4 de março se fez presente assim que cruzei o limiar da porta da casa alugada no fim do mundo literalmente.

Estava esperando pela van que nos conduziria ao Lago Escondido e Fagnano, um passeio que confesso, fui mais por causa do meu irmão do que por curiosidade própria.

E é justamente quando não temos expectativa nenhuma, que as coisas acontecem.
Subimos na van. Recepcionados por uma guia falante, seguimos em busca de outros turistas para finalmente pegarmos a Rota Nacional 3.

Uma chuva calma lá fora. Uma inquietação aqui dentro. Tempo cinza lá fora. Tempo cinza também aqui dentro.

Avançando pela estrada sinuosa chegamos ao Paso Garibaldi, um mirante que creio eu, em dias de céu aberto, seja possível avistar o Lago Escondido. Naquele dia, porém, o lago realmente estava bem escondido pelo nevoeiro.

Ao retornar para van depois de uma tentativa frustrada de fotografia no mirante e já bem ensopada pela chuva, meu ânimo ia se abatendo. O passeio que já não prometia muito, ia ladeira abaixo no rol das expectativas.

Meu irmão tentou me animar. Recordou-me que o próximo Lago ficava na falha geológica chamada Magalhães-Fagnano, uma das mais ativas do mundo, registrando entre 10 e 12 mil sismos por ano, argumento este que ele julgava importante para animar uma geógrafa.

Lago Fagnano
Então chegamos ao Fagnano, também chamado Lago Khami, que divide a Argentina e o Chile.E como num passe de mágica, o sol se fez presente. E Fagnano então tomou a forma de um grande espelho, silencioso, refletindo a paisagem ao redor. Curioso pensar que aquela superfície tão calma repousa sobre uma tumultuada estrutura geológica. Assim também somos nós, aparentemente serenos por fora enquanto por dentro somos sacudidos violentamente pela inquietação dos pensamentos.

Ainda olhando para o Lago, entrei na Estância La Carmen, um ponto de apoio ao turista. No interior, encontrei uma lareira onde pude me aquecer.

Capela da Virgem da Medalha Milagrosa
Logo a guia nos convidou para um passeio às margens do lago. Decidi ficar. Enquanto o grupo se afastava, resolvi explorar o bosque em frente ao lago e logo encontrei um senda que subia uma pequena encosta. Segui o caminho. Alma agitada. E foi aí que algo aconteceu... no final da pequena subida encontrei uma capela de uma virgem, a Virgem da Medalha Milagrosa.

Há pessoas que se encontram com Deus em uma cabana, algumas se encontram nos templos, outras quando seguram seus filhos nos braços pela primeira vez. Eu me encontrei com Deus ali, no meio daquele bosque. Ao me dar conta, já estava de joelhos no chão úmido, sob o peso de tantos questionamentos que vinha trazendo dentro de mim. E enquanto as lágrimas corriam, toda dor parecia ir embora aos pés daquele pequeno santuário. Quando estamos angustiados, já estamos fazendo uma prece sem perceber.

Fiz as perguntas que precisava fazer, ainda que Deus, obviamente, não precisasse respondê-las. Parte do processo da fé passa exatamente por acreditar em coisas que não necessariamente são palpáveis. E sentada no chão, fui invadida por uma paz que há tempos não sentia. Seria possível, afinal, ter que ir até o fim do mundo para viver uma experiência tão espiritual como essa?

Fato é que quando perguntamos para Deus, precisamos não apenas estar atentos para as respostas que podem chegar de maneiras sutis, como também estar preparados para elas.

Sentada às margens do Fagnano
Me despedi da capela e voltei às margens do lago, onde fiquei por um bom tempo contemplando as pedras arredondadas do chão. Logo o grupo chegou e me reuni a eles, para irmos avistar os castores.
Partia, naquele 4 de março me sentindo estranhamente mais leve. E na resposta de Deus, não houve demora. Chegaria sutilmente 4 dias depois,  tocando meu coração sob a forma de prosa.

Castoreira
Quer saber como chegar ao Lago Fagnano?

Há duas opções: você pode contratar um passeio convencional que segue pela Rota Nacional 3 até o Lago ou então fazer a opção off-road que vai pela antiga Rota 3, com um pouco mais de adrenalina.
O passeio é tranquilo para idosos e crianças.

Caso opte por fazê-lo na parte da tarde, será possível tentar o avistamento de castores, que ficam ativos tão logo o sol começa a se por no horizonte.



domingo, 10 de maio de 2020

Última chamada para embarque no Trem do Fim do Mundo...vem comigo!



Estação Austral Fueguina
O prédio charmoso de madeira  emoldurado por um céu azul perfeito denunciava que havíamos chegado a Estação Ferroviária Austral Fueguina. Um ator encenando um prisioneiro nos aguardava ao passarmos pela catraca rumo a uma das locomotivas fumacentas que nos aguardavam.
Estávamos embarcando em uma viagem no tempo, onde o charme e o glamour do prédio logo atrás de nós deixariam de existir para dar lugar a história real do Trem do Fim do Mundo.
O percurso de aproximadamente 7 quilômetros em meio a uma paisagem cinematográfica quase nos fazia esquecer das centenas de prisioneiros que fizeram esse caminho por tantos anos para trabalhos forçados no bosque fueguino. O áudio das cabines recontava em detalhes essa história, e enquanto ouvíamos, se estreitássemos bem os olhos rumo ao horizonte, nossa mente quase seria capaz de recriar as cenas contadas em nossos ouvidos, enquanto a cadência monótona do trem nos levava em um transe hipnótico bosque adentro.
Durante os anos em que o Presídio do Fim do Mundo esteve em atividade em Ushuaia, toda madeira utilizada no complexo penal - fosse ela para construções, móveis, lenha para aquecimento - era proveniente do bosque e obtida por meio do trabalho forçado dos prisioneiros, que chegavam ao local pela mesma ferrovia que percorríamos hoje.
Abro uma aspas para o forçado visto que a vida no interior do Presídio do Fim do Mundo era tão penosa, que grande parte dos prisioneiros preferiam os pesados trabalhos braçais no bosque a permanecerem reclusos nas pequenas e gélidas celas. Inclusive, uma das penas por mau comportamento era justamente a proibição de ir ao bosque trabalhar.
Trem do Fim do Mundo
No trajeto, passamos pela Cascata La Macarena com uma pequena pausa para curtir o local. No final do trajeto, o passageiro tem a opção de retornar com o trem para a estação ou prosseguir em um transfer, caso tenha comprado um pacote que contemple outros pontos turísticos que ficam no bosque, como o Correio do Fim do Mundo por exemplo  - aqui já dou spoiler que vai ter texto sim sobre isso!
Por uma característica particular minha de mergulhar com a alma na história do lugar, confesso que cheguei ao fim dos trilhos com um sentimento de tristeza. Ao desembarcar, olhei para trás e fiquei observando a manobra da locomotiva para retornar a estação. O local belíssimo parecia destoar de uma história tão sofrida para tantos que por ali passaram e eu me flagrei bastante pensativa.
Um silêncio desceu sobre mim, quebrado apenas pelos sons dos cascalhos sob meus pés e do vento cortante que passava por entre as árvores do bosque do Parque Nacional da Terra do Fogo.
Era hora de seguir em frente, rumo ao último serviço postal regular do mundo.


  • Como fazer o passeio do trem do fim do mundo?

Você pode tomar um táxi ou um transfer em Ushuaia e se dirigir até a Estação. Os tickets de embarque podem ser adquiridos na hora ou então, antecipadamente pela internet. Eu comprei o meu pelo Decolar.com e é só chegar no guichê, apresentar o voucher do Decolar, que eles emitem o ticket para embarque na hora. O preço pelo Decolar estava mais em conta do que comprando na estação.

Se você deseja conhecer outros pontos turísticos do Parque Nacional da Terra do Fogo, recomendo comprar o passeio que contempla o trem + Correio do Fim do Mundo + Baía Lapataia (final da rota nacional 3). Fizemos o passeio com a Pinguinos Expediciones. Ainda assim, o ticket do trem deve ser comprado a parte pois não está incluso no pacote.